sexta-feira, 27 de março de 2009

Fragmentos de Drummond...pensando-se a dependência química..

CHEGOU UM TEMPO QUE NÃO SE DIZ MAIS MEU DEUS,

TEMPO DE ABSOLUTA DEPURAÇÃO.

TEMPO EM QUE NÃO SE DIZ MAIS MEU AMOR,

PORQUE O AMOR RESULTOU INUTIL

E OS OLHOS NÃO MAIS CHORAM

E AS MÃOS TECEM APENAS O RUDE TRABALHO.

ALGUNS ACHANDO BARBARO O ESPETÁCULO,

PREFERIRIAM OS DELICADOS MORRER.

CHEGOU UM TEMPO EM QUE NÃO ADIANTA MORRER,

CHEGOU UM TEMPO EM QUE A VIDA É UMA ORDEM.

A VIDA APENAS SEM MISTIFICAÇÃO.

FRAGMENTOS DO POEMA "OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO "

DO LIVRO " SENTIMENTO DO MUNDO "

AUTOR BRASILEIRO - CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

E você como está hoje? In ou Out?

Ivan Lessa

Colunista da BBC Brasil

Economia: 'in' e 'out'

Tenho a impressão de que tudo começou com uma brincadeirinha sofisticada de salão lançada pela revista americana Esquire. In e out. Anos 50, possivelmente 40.

O tipo de roupa que estava por dentro (vamos adaptar logo a coisa), a atriz que estava por fora. O carro, a cidade balneária, o vinho, o restaurante, filmes, atores e atrizes e por aí afora. Pegou. Pegou furiosamente. Virou a coisa mais in do mundo. Até suas inevitáveis variações. Algo estava tão out, mas tão out que passava a ser in.


Claro que nós fomos nessa. O "quente" e o "frio" (ou "gelado" e ainda "devagar quase parando") têm suas origens na matéria daquela que foi uma das mais sofisticadas publicações do mundo.

Corte rápido para o ano de 2009. In e out continuam firmes passando julgamento. Coroando isso, condenando aquilo. Vivemos tempos duros e complicados. É recessão pra cá, deflação pra lá, inflação acolá. Mais complicado que qualquer bolero. Quem não me deixa mentir é o Centro Nacional de Estatísticas do Reino Unido. Brincando, brincando, sua 62ª resenha anual mostra a quantas andam os cidadãos britânicos. Em matéria de gosto. Os jornais aproveitaram e pegaram a deixa da Esquire. Página inteira para o que está in e para o que está out. Por dentro e por fora, insisto, num acordo ou reforma pessoal.


Vivo aqui, interesso-me pelo que andam fazendo por aí. Quero estar por dentro e não por fora. Portanto, preparo-me para a recessão com um bom copo de vinho, boa comida e, talvez, uma boa noite diante da televisão vendo DVD alugado online. Estarei por dentro, in para valer. Essa noitada é a atual tendência, segundo aqueles que estudam os modos e costumes dos nativos que me cercam e que procuro seguir. Friso: por questões econômicas. Dinheiro, seu excesso ou falta, está muito na moda.


As pessoas estão comprando ameixas, ovos free-range e iogurtes. O povo é soberano e decidiu: recessão alguma vai lhe roubar os pequenos prazeres da vida nestas ilhas. Por esse motivo, o queijo parmesão e o vinho rosé passaram a fazer parte da lista do Centro de Estatísticas. Quem achava tremenda cafonice ir de vinho rosé quebrou a cara. É quente, quentérrimo. Servido, claro, beirando o geladinho. Vale lembrar o fato de que o rosé é o vinho de mais baixo teor alcoólico de todos os vinhos. Não cair de porre, não sair por aí de porre também já era. Out, out, out.


Beiram o "estar por fora" também os restaurantes. Embora com a dinheirama que (ninguém sabe o como e o porquê) anda rolando por aí não há motivo para se ficar com pena das casas de pasto (vamos dar nome aos vitelos) com suas miríades de estrelas. Acontece, porém, que as pessoas estão comprando seus almoços e jantares nos supermercados. Tudo micro-ondável. Principalmente, peixe e carne de boi. Não, as marmitas e os marmiteiros ainda não fizeram uma espetacular reentré.

Eletrônica? Tudo bem, sim senhor. O sinal analógico estará mais do que out, morto mesmo, a partir de 2011. Portanto, na moda estão os DVDs Blu-ray de alta definição, já que seu preço, coisa estranha, andou caindo bastante. Junto com eles, essa mania que pegou de se alugar pelo correio os simpáticos disquinhos que uma companhia especializada manda em envelopes já selados para você devolver. Dois ou três por semana. Uma pechincha.


Por fora, finalmente, muito por fora, as câmeras de 35mm, os vídeo-gravadores, os aparelhos de TV tradicionais, o CD player também tradicional, a galinha congelada, sobretudos (!?) e móveis de jardim feitos de matéria plástica. Tudo isso, já era. Já era mesmo.

Pena fiquei foi com alguns profissionais que eram de minha simpatia: os relojoeiros. Não estão devagar quase parando. Pararam mesmo. Feito os relógios no qual davam um jeito. Só que pararam de vez.

domingo, 1 de março de 2009

Frase pra colar na agenda...


O ‘GRANDE HOMEM’ NÃO É O QUE SE IMPÕE AOS OUTROS DE CIMA PARA BAIXO OU ATRAVÉS DA HISTÓRIA: É O HOMEM QUE ESTENDE A MÃO AOS SEMELHANTES E ENGOLE A PRÓPRIA AMARGURA PARA COMPARTILHAR A SUA CONDIÇÃO HUMANA.” FLORESTAN FERNANDES

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

© Artur da Távola

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ter razão ou ser feliz?

Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar em casa de uns amigos.
A morada é nova, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava a ir pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais.... E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite! "

MORAL DA HISTÓRIA
Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
_Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Desde que ouvi essa história, tenho-me perguntado com mais frequência:
"Quero ser feliz ou ter razão?"
_Outro pensamento parecido diz o seguinte:
"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."